Seja sacrificando-se pela rebelião ou caminhando para tornar-se a próxima jedi, as mulheres têm ocupado um papel maior de protagonismo nos filmes mais recentes de Star Wars. Um aumento de representatividade tardio mas bem-vindo, que enfurece os fãs mais “relutantes” (leia-se machistas) da franquia – afinal, você pode ser colorido, ter tentáculos e caudas, mas não pode ser mulher nem negro.

A Disney e a Lucasfilm, no entanto, felizmente perceberam o poder da diversidade tanto em termos criativos quanto mercadológicos, e seguem c*gando para os caras que acham que a galáxia é só deles. Ou as palavras mas finas de Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm:

“Tenho responsabilidade com a empresa em que trabalho. Não acho que tenho a responsabilidade de agradar [esse grupo de fãs]. Eu jamais diria ‘bom, essa é uma franquia que teve o apelo principalmente para homens durante muito, muito tempo, então agora eu devo alguma coisa aos homens'”.

Esse apelo principalmente masculino da gênese da franquia fez com que as mulheres fossem por várias vezes sexualizadas e subaproveitadas ao longo da saga, mas não impediu a ascensão de figuras icônicas da cultura pop e de personagens femininas fundamentais para a franquia.

É da força e dos problemas dessas mulheres que conquistaram, cada uma a seu modo, a galáxia e os corações dos fãs da saga que vamos falar neste Star Wars Day.

Leia Organa (Trilogia Original)

“Alguém tem que salvar nossas peles”.

A mulher que não se intimida diante de um dos maiores vilões de todos os tempos, a espiã que não entrega informações e precisa assistir seu planeta ser destruído, a princesa que não precisa ser salva. Nenhuma figura feminina é mais icônica e inspiradora na cultura nerd que a Princesa Leia (Carrie fisher).

Figura importante da Rebelião, Leia luta contra o Império mesmo sem ser uma jedi. Se apaixona, mas não é o romance que a define. Humilhada, usa suas próprias correntes para se livrar da criatura asquerosa que achou que podia transformá-la em propriedade (ah, se pudéssemos nos livrar também do que sua sua imagem desnecessariamente sexualizada se tornou).

Resiliente, mantém-se firme apesar de perder o marido duas vezes e o filho para o Lado Negro e segue na luta como General da resistência. Ao mesmo tempo,nos mostra que sim, mulheres envelhecem – e continuam sendo maravilhosas e incríveis.

Mon Mothma (Trilogia original e Rogue One)

“Eu vi a guerra, eu conheço sua forma, eu sei suas margens, mas eu nunca vou me sentir confortável com isso, é nossa culpa e nós devemos agir dessa maneira para defender nossas responsabilidades”.

Uma das figuras políticas mais importantes de todo o universo Star Wars, Mon Mothma (Caroline Blakiston / Genevieve O´Reilly) foi Senadora da República, viu a galáxia sucumbir sob a ascenção do Imperador Palpatine e manteve-se firme contra sua dominação.

Quando não pode mais lutar apenas no Senado, Mon Mothma foi uma das fundadoras da Aliança Rebelde, forjando com diplomacia e estratégia a resistência que restabeleceu a liberdade na galáxia.

Padmé Amidala (Trilogia prequel)

“É assim que a liberdade morre. Com um estrondoso aplauso”.

Rainha aos 14 anos e senadora anos depois, Padmé Amidala (Natalie Portman) foi uma constante defensora da liberdade e da democracia durante os últimos anos da República. Desde muito cedo teve que lidar com o peso e os ritos do poder, ao mesmo tempo em que precisou usar sua diplomacia e seu ímpeto para forjar alianças e enfrentar ameaças.

Mas ao longo dos filmes, num dos maiores erros da trilogia prequel (Episódios I, II e III) – e não são poucos – a figura de Padmé é destruída enquanto personagem. Ela acaba aos poucos sendo reduzida à constante donzela em perigo, a namorada do Anakin e a mãe que morre porque não tem vontade de viver.

Rey (Despertar da Força)

“Quem é você?
N
inguém”

Rey (Daisy Ridley) vive desde criança sozinha em Jakku no que é praticamente um lixão no fim do mundo. Obrigada a se virar desde muito cedo, ela sabe como ninguém a se defender sozinha e encontrar as peças que garantem um saquinho de comida ao fim do dia. Apesar de tudo, porém, ela consegue manter sua compaixão e seus sonhos de reencontrar sua família.

Quando a chegada de um droide e de um desertor muda a sua vida, Rey hesita, teima e luta com seus anseios e suas dúvidas, mas vai aos poucos aprendendo que existe muito mais força – em todos os sentidos – dentro dela do que imagina.

Rey já provou seu valor em Despertar da Força e vai seguir empunhando um sabre de luz, pilotando a Millennium Falcon  e defendendo a galáxia nos próximos filmes.

Maz Kanata (Despertar da Força)

“Eu vivi tempo suficiente para ver o mesmo olhar em pessoas diferentes”

Uma “Rainha Pirata” com mais de mil anos de idade que guarda tesouros e histórias em um castelo que também serve de boteco para os viajantes. Quão legal é isso?

Sábia e divertida, Maz Kanata (Lupita Nyong’o) é uma personagem interessante e misteriosa, que já sabemos ser sensível a Força e que pode ter outros poderes desconhecidos…

Capitã Phasma (Despertar da Força)

“Você não pode ser tão estúpido de pensar que isso será fácil, minhas tropas invadirão este bloco e matarão a todos. Seja lá o que você está planejando, não vai dar certo”.

Interpretada por Gwendoline Christie, Capitã Phasma segue por enquanto como o Boba Fett da nova geração: visual legal, mas nada muito além disso…

A capitã stormtrooper de armadura cromada, no entanto, vai ganhar HQ e já está confirmada em Os Últimos Jedi, o que reforça a esperança de que veremos mais da personagem, que foi mal aproveitada em O Despertar da Força, mas que tem muito potencial.

Jyn Erso (Rogue One)

“Nós temos esperança. Rebeliões são formadas pela esperança.”

Rebelde nas definições mais amplas da palavra, Jyn Erso (Felicity Jones) deixou de ser a “estrelinha” de seu pai muito cedo e aprendeu a sobreviver. Em um mundo de mentiras e de luta, perdeu tudo tanto para o Império quanto para a Aliança Rebelde e decidiu não se importar. Mas o desejo de salvar o pai se tornou a chance de salvar a galáxia.

Ainda que a personagem pudesse ter sido melhor explorada em Rogue One, e apesar de estar na Síndrome da Smurfette – por ser a única mulher do grupo -, Jyn traz traços mais dúbios na luta do bem contra o mal e acaba sendo uma figura chave ao se sacrificar em nome do sonho e da esperança.

Universo expandido

Também existem mulheres incríveis no universo expandido de Star Wars como Sabine Wren, Doutora Aphra, Asajj Ventress, Hera Syndulla, Ahsoka Tano.

Que a força esteja com todas elas!

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