Logo depois de perceber que a única coisa que se salva em Esquadrão Suicida é a Arlequina de Margot Robbie, a Warner anunciou o filme solo – nem tão solo assim –  da vilã: Gotham City Sirens (Sereias de Gotham). E se a presença de Margot Robbie também como produtora nos deu esperança de algo menos sexualizado e problemático, a confirmação de David Ayer (o diretor de Esquadrão Suicida) na direção logo desanimou tudo de novo.

Mas antes de sofrermos (ou não) com a adaptação para o cinema, que tal conhecer um pouco mais da HQ que reúne a Arlequina, a Hera Venenosa e a Mulher-Gato e saber os motivos que tornam Gotham City Sirens uma leve – mas importante – história de amizade e parceria entre algumas das principais vilãs da DC Comics.


  1. O retrato do cotidiano da vilãs

Lançada em 2009, a série escrita por Paul Dini com arte de Guillem March, coloca Arlequina (Harley quinzel), Hera Venenosa (Pamela Insley) e a Mulher-Gato (Selina Kyle)  na mais comum das situações: dividir um apartamento. E ainda que estejam dispostas a se afastarem do crime, as garotas percebem que além do convívio entre elas, também precisam lidar com uma série de encrencas que insistem em acompanhá-las.

  1. A dinâmica de personagens tão distintas

Ao colocar as vilãs juntas, Gotham City Sirens explora suas diferenças, os momentos pelos quais cada uma está passando e o impacto disso na relação das três. Longe da presença do Coringa, Arlequina vive uma de suas principais características: a de uma criança feliz – que inclusive sonha com um quarto de brinquedos. Ao seu lado, Hera segue explorando as possibilidades de seu charme e de seus poderes, ao mesmo tempo em que cogita arranjar um emprego como cientista. Selina, por sua vez, têm que lidar não apenas com as consequências de um coração partido – de modo bastante literal – além da sua complicada relação com o Batman.

  1. A relação de amizade, parceria e superação

Gotham City Sirens é de antes do reboot dos Novos 52 – aliás, foi cancelada justamente para reformulação da DC Comics – e ainda não traz alguns conceitos como o relacionamento amoroso entre Arlequina e Hera, mas já deixa claro que a amizade com Pamela  foi fundamental para que Harley reconhecesse o quão abusiva era sua relação com o Coringa. Mas ao mesmo tempo, a série também mostra o quanto ela ainda é afetada e influenciada pela figura do palhaço.

Ainda que seja a Mulher-Gato a propor a união das três, é ela que acaba sendo em grande parte o elemento de fora dessa parceria, mas também deixa claro que uma precisa ajudar a outra nos momentos de vulnerabilidade.

  1. O desenvolvimento de arcos próprios

Ainda que morem no mesmo lugar e passem boa parte do tempo juntas, Selina, Harley e Pamela possuem questões pessoais e desafios a serem resolvidos separadamente, e arcos próprios que abordam elementos específicos da personalidade de cada uma.

Ao longo dos 26 volumes de Gotham City Sirens conhecemos a família de Harley e vemos ela enfrentar um antigo comparsa do Coringa; Selina também tem questões familiares que precisam ser resolvidas ao mesmo tempo em que o conhecimento da identidade do Batman se torn um problema pra ela; já Pamela descobre segredos no laboratório em que trabalha que podem resultar em uma ameaça global.

  1. A presença de outros vilões e heróis

Batman/Bruce Wayne está sumido e Dick Grayson assume o manto do morcego, o Coringa também está a um bom tempo sem dar as caras e o Charada sossegou o facho. Toda essa confusa situação de Gotham, mais a presença de novos vilões obviamente afetam os planos de Selina, Pamela e Harley de ficarem na delas e rendem interessantes interações delas com outros personagens conhecidos. Zatanna e Talia Al Ghul, por exemplo, tem uma presença bem grande ao longo de toda a série.

  1. O tom mais leve da história

Por mais que trate de problemas pessoais e traumas, Gotham City Sirens está longe do tom pesado de muitas histórias do universo do Batman. A série também se foca em um recorte muito específico ao abordar o modo como as três se relacionam, sem necessariamente tratar dos impactos dessa união para Gotham e para os outros personagens. O que importa em Gotham City Sirens é como essa experiência afeta a vida de Harley, Selina e Pamela, não a vida dos outros.

  1. A preservação da essência das personagens

Mas se Gotham City Sirens traz temas como a amizade, o apoio e até mesmo a sororidade, também não esquece que está tratando de vilãs, com interesses próprios que podem ser bem conflituosos entre si. A série deixa bem claro que não é porque estão juntas que elas automaticamente se redimiram de todo o seu passado, e até mesmo o posicionamento de Selina mais próximo de uma anti-heroína do que de uma vilã afeta essa relação.

Sem fazer concessões a quem Hera Venenosa, Mulher-Gato e Arlequina de fato são, a história – ainda que curta – é um perigoso e divertido exemplo do poder e da força das mulheres nos quadrinhos.

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3 comentários em “7 motivos para ler Gotham City Sirens, a HQ que reúne a Arlequina, a Hera Venenosa e a Mulher-Gato

  1. Nossa! Deu vontade de ler. Essas três tinham que ter uma série juntas.
    Me encantei com o universo de Gotham depois de ler Louco Amor, a história de origem da Arlequina.
    E com escrita também de Paul Dini, esse aí não tem como não ser bom.

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