The Crown, produção original da Netflix sobre os primeiros anos do reinado da rainha Elizabeth II, venceu o Globo de Ouro 2017 nas categorias de melhor série de drama e de melhor atriz em série de drama.

Além do reconhecimento na premiação, listamos cinco razões para você conhecer os dramas, relacionamentos, alegrias  e intrigas da Coroa.


1. Um retrato íntimo da realeza

Na bela cena em que a jovem Elizabeth experimenta a coroa pela primeira vez e relembra de quando seu pai o fez sentimos não apenas o peso mas o bambear do lendário símbolo da monarquia britânica. Em seu sentido simbólico, é o peso dessa coroa que molda a vida e o destino não apenas de Elizabeth, mas de toda a família real.

The Crown mostra os ritos e pompas da monarquia, mas acima de tudo os desejos e a personalidade daqueles que dela fazem parte. No meio disso tudo, acompanhamos como a figura de Elizabeth Windsor deve dar lugar a de Sua Majestade, A Rainha Elizabeth II. Afinal, a Coroa deve prevalecer.

2. Um olhar para a história

The Crown é uma obra de ficção, roteirizada e romantizada como tal, e como acontece na maioria das ficções inspiradas na realidade, sempre fica a dúvida que quais momentos foram “reais” ou não.

Mas é inegável que a série acerta em apresentar de forma didática os acontecimentos do reinado e Elizabeth II e deixa uma enorme curiosidade de pesquisar os acontecimentos históricos e políticos do período.  Seja na busca pela semelhança física entre os atores e a família real, ou pela imersão causada por The Crown, é difícil terminar a série sem mergulhar de alguma maneira na História da segunda metade do século XX.

3. Um elenco afinado

O Globo de Ouro de melhor atriz de drama para Claire Foy é mais do que merecido. Com uma atuação contida e sutil, a jovem atriz britânica coloca nos pequenos gestos e expressões faciais toda a força da transformação e crescimento de Elizabeth tanto no papel de mulher e esposa, quanto sob o manto da realeza.

Assim como Claire, todo o elenco – seja pela sua caracterização (algumas semelhanças físicas são impressionantes)e acima de tudo pela  atuação –  retrata de modo brilhante seus pares reais. Destacam-se Matt Smitt (o 11º Doutor em  Doctor Who) como Phillip, o Duque de Edimburgo e consorte da rainha. E o americano John Lithgow, que na pele do Primeiro Ministro Winston Churchill entrega uma das mais fantásticas atuações da primeira temporada de The Crown.

4. Uma reflexão sobre o papel da mulher

Ainda que alguns dos mais memoráveis períodos da História da Inglaterra tenham sido sob o reinado de rainhas, a figura de uma mulher como símbolo de poder ainda pode ser incômoda para alguns, em 1952 mais ainda.

Boa parte de The Crown trata do relacionamento de Elizabeth com o marido Phillip e de como este é afetado pelas obrigações da Coroa. Um dos aspectos mais interessantes mostra como o Duque de Edimburgo sente-se deixado de lado e com a masculinidade ferida ao perceber que precisará se curvar diante de sua esposa.

The Crown apresenta não apenas o crescimento e a consolidação da figura de poder de Elizabeth acima da visão que muitos tinham de uma mulher jovem e maleável. De modo bastante sutil, a série também mostra o quanto o papel de consorte decorativo incomoda o ego masculino.

5. Uma produção grandiosa

Com um orçamento de U$ 130 milhões para os 10 episódios da primeira temporada – o mais caro da Netflix e da TV,- The Crown encanta pela exuberância do seu design de produção.  Os figurinos, os cenários e a fotografia são de uma riqueza de detalhes impressionante, que facilmente nos transportam para a Inglaterra da década de 1950.

Todo esse trabalho de pesquisa e reconstrução histórica pode ser apreciado no episódio da coroação da Rainha. Mesclando imagens reais de 2 de junho de 1953 com a reconstituição da cerimônia, The Crown mostra não apenas os ritos milenares da monarquia como também o impacto da primeira coroação televisionada.

A julgar pela recepção e pelos prêmios, a série tem tudo para ser renovada para as 6 temporadas previstas, que devem abordar as mais de seis décadas do reinado de Elizabeth II. Vida longa a The Crown.

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