Sherlock  está de volta. O primeiro episódio da quarta temporada foi ao ar em 1º de janeiro na BBC. Se você ainda não assistiu a série – ou se está com saudades dela – confira dez razões para mergulhar na melhor adaptação moderna da história do detetive “que nunca viveu e nunca morrerá”.

1. O melhor Sherlock Holmes dos últimos tempos.

Sim, a série da BBC é a melhor adaptação moderna da obra de Conan Doyle. Seja pela produção impecável, pelo excelente elenco ou pela busca pela essência da história original, Sherlock se mostra superior à outras adaptações recentes como Elementary e os filmes do Guy Ritchie.

2 – Ambientação no século 21

Longe do período vitoriano dos livros de Conan Doyle, a adaptação britânica aposta em uma versão atualizada da história do detetive. Em Sherlock os telegramas dão lugar a mensagens de texto e Watson não escreve mais folhetins, atualiza seu blog.

3 – Adaptação criativa da obra original

Mas apesar da atualização para os atuais, as histórias seguem enredos parecidos – embora muitas vezes com desfechos diversos – dos romances e contos de Conan Doyle.

Alguns episódios e seus correspondentes na obra original:

  • Um estudo em rosa –  o romance Um estudo em vermelho
  • Um escândalo em Belgrávia – o conto Escândalo na Bohemia
  • Os cães de Baskerville – o romance O cão dos Baskerville
  • A queda de Reichenbach – o conto O problema final
  • O caixão vazio – o conto A casa vazia
  • O sinal dos três – referências ao romance O signo dos quatro
  • Seu último juramento – o conto O último adeus de Sherlock Holmes.

Também há pequenas referência a vários outros contos ao longo dos episódios.

4 – Benedict Cumberbatch e Martin Freeman como Sherlock e Watson

Um dos maiores trunfos da série é a escalação de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman para os papéis principais. Cumberbatch e Freeman sabem ser exatamente como Sherlock e Watson. Além disso a série acerta em aprofundar a relação dos dois, criando um excelente bromance. E mais do que isso, a produção da BBC mostra um elemento muitas vezes esquecido nas adaptações de Sherlock Holmes: a consideração que o detetive tem pelo seu parceiro. Sherlock de fato não tem muito traquejo social nem paciência com quem tá começando, mas mesmo que demonstre raramente, ele respeita muito a figura de Watson.

5. Vilões memoráveis

Do lado dos vilões, Andrew Scott destaca-se como Jim Moriarty, o arqui-inimigo de Sherlock; Scott traz uma abordagem bem diferente do Moriarty clássico, mas que agrada e conquista a grande maioria dos fãs. Outro fantástico antagonista de Sherlock, é Charles Augustus Magnussen (Lars Mikkelsen), um dos personagens mais repulsivos de toda a série. E Sherlock também não esquece da icônica figura da “mulher que derrotou Sherlock Holmes”: Irene Adler, que não é necessariamente uma vilã, mas uma antagonista – absolutamente fatal na interpretação de Lara Pulver.

6 – Mais destaque para os personagens secundários

Figuras como a adorável Sra. Hudson (Una Stubbs) – que tem que aguentar um dos piores inquilinos possíveis – e o inspetor da Scotland Yard Greg Lestrade (Rupert Graves) ganham versões mais interessantes que seus pares nos livros. Mas os personagens secundários mais desenvolvidos em Sherlock claramente são o irmão Mycroft Holmes (Mark Gatiss), cujo papel e poder no governo, além de enorme, é fundamental para o desenvolvimento da trama; e Mary Morstan (Amanda Abbington), que deixa de ser a apagada esposa do Dr. Watson e se torna uma das figuras mais intrigantes e incríveis de toda a série.

Outro destaque é Molly Hooper (Louise Brealey), criada especialmente para a série, mas que se integra de maneira natural e fluida ao elenco de Sherlock.

7 – Tramas bem construídas

Roteiros bem construídos são fundamentais para o sucesso de qualquer série policial, e quando o objetivo é trabalhar histórias clássicas com um desenvolvimento inédito e inesperado, isso fica ainda mais evidente. Em Sherlock, os criadores e roteiristas Steven Moffat (que também é showrunner de Doctor Who) e Mark Gatiss (que interpreta Mycroft Holmes na série) conseguem desenvolver não apenas mistérios instigantes e resoluções interessantes, mas também aprofundam as relações e a profundidade dos personagens em um roteiro que é um dos pontos fundamentais para a indiscutível qualidade de Sherlock.

8 – Formato diferente

Sherlock tem um formato de produção e exibição pouco comum. São três episódios por temporada com aproximadamente 90 minutos cada. Ou seja, cada episódio, ou de certa maneira, cada temporada é como um filme. Isso permite que os roteiros sejam melhor elaborados e as tramas e resoluções muito dificilmente são apressadas.

– Mas são só três episódios por temporada mesmo? Que triste. – Não, minha doce criança do verão, o problema não é esse. O grande sofrimento de Sherlock é que as temporadas costumam demorar uns dois ou três anos para sair. Aliás, faça um pequeno exercício de empatia: quando estiver surtando com o final da segunda temporada, imagine que a sua ansiedade para começar o primeiro episódio da terceira durou dois anos para quem acompanhava a série na época.

9 – Especial na Era Vitoriana

Embora a ambientação moderna seja incrível, fica no ar a curiosidade de saber como seriam o Sherlock de Cumberbatch e o Watson de Freeman no século 19. Tal desejo é brilhantemente atendido por Moffat e Gatiss em A Noiva Abominável, episódio especial de Ano Novo que foi ao ar em 2016, entre a terceira e a quarta temporada. Com um visual impecável e uma trama que dialoga de certa maneira com as demais temporadas da série, o episódio é um presente para os fãs não apenas do seriado, mas de todo o trabalho de Conan Doyle. É como se as primeiras ilustrações das histórias de Sherlock Holmes ganhassem vida na tela.

10 – Temporadas completas na Netflix.

A vantagem de embarcar agora no mundo de Sherlock é que além de evitar os tenebrosos anos de espera entre temporadas, também é possível acompanhar a série pela Netflix. As três primeiras temporadas já estão disponíveis no serviço de streaming.

Bônus: O bigode do Watson.

Seja moderno ou vitoriano a rica pelagem que vive embaixo do nariz do Dr. Watson no início da terceira temporada é um dos melhores personagens de Sherlock.

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