De uma mala abandonada no meio da Times Square, sai uma mulher completamente tatuada e sem nenhuma memória. Entre suas tatuagens está o nome de um agente do FBI, que é rapidamente chamado para investigar os mistérios da desconhecida.

Assim começa Blindspot, série policial americana da NBC estrelada por Jamie Alexander (Thor) e Sullivan Stapleton (300: Ascensão do Império), exibida no Brasil pela Warner Channel e com a primeira temporada disponível no Netflix – a segunda começou semana passada.

Seguindo significados ocultos das tatuagens de Jane Doe (equivalente americano de “Joana-Ninguém”), a equipe do FBI precisa correr para impedir atentados e ameaças químicas, ao mesmo tempo em que acaba batendo de frente com a CIA. Tudo isso em meio revelações nada bem-vindas sobre segredos e projetos questionáveis das instituições da Inteligência Americana, e dúvidas sobre o passado e a moral de Jane.

Balanceando bem a trama principal dos mistérios de Jane Doe e a resolução de seguidas ameaças e tramas escondidas nas tatuagens, em seus 23 episódios da primeira temporada, Blindspot é um prato cheio para quem gosta de séries procedurais. Já para quem, assim como eu, não morre de amores pela estrutura de “um caso por episódio” a série exige um pouco de paciência lá pelo meio da temporada. Mas o final ao mesmo tempo bem amarrado e cheio de ganchos para o segundo ano, vale o esforço.

Além da premissa interessante e das atitudes e histórias dúbias ao longo da trama, Blindspot ganha força por meio de seus personagens. É gratificante ver como Jane Doe é o grande motor da história e, como depois de sua extremamente mal aproveitada Lady Sif de Thor e Agents of Shield, Jamie Alexander finalmente tem espaço e importância para mostrar a que veio.

Ao lado de Jamie, Sullivan Stapleton com seu controlador agente Kurt Weller ocupa ironicamente o papel de único homem branco da equipe principal do FBI. Dando um banho de representatividade trabalhada de maneira natural e discreta, Blindspot acompanha um intrigante time de investigação composto por negros, latinos e mulheres e liderado com mão de ferro pela diretora Bethany Mayfair, a ótima Marianne Jean-Baptiste.

Contando ainda com lutas bem coreografadas e competentes cenas de ação, Blindspot sabe alternar entre investigação e dramas pessoais, além de aproveitar elementos de acontecimentos reais como a ascensão do Estado Islâmico e a epidemia de ebola.

E já que está dando sopa no Netflix… vale a maratona.

Fique ligado:

  • Os títulos dos episódios dão dicas do desenrolar da trama. Tem gente que embaralhou as letras e descobriu uma história ali.
  • Quando alguém mencionar Rich Dotcom, prepare-se. O personagem de Ennis Esmer é um dos mais divertidos antagonistas de Blindspot. Ele aparece em uns dois episódios, rouba a cena e deixa um gostinho de quero mais.
  • Está curioso com as tatuagens de Jane Doe? São mais de mais de 200 desenhos. Para a cena inicial na Times Square em que Jane aparece completamente nua, Jamie Alexandre precisou passar por uma sessão de oito horas de maquiagem. Já quando Jane está vestida, o trabalho é feito só nos desenhos que aparecem e dura mais ou menos 30 minutos. As tatuagens são aplicadas por meio de adesivos (tipo as boas e velhas tatuagens de chiclete) e duram três dias.

 

 

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